Hemocomponentes felinos para clínicas em São Paulo

Sangue Total Felino, Concentrado de Hemácias e Plasma Fresco Congelado, com tipagem sanguínea em 100% das bolsas e rastreabilidade registrada até o doador. Distribuição para unidades parceiras, clínicas e hospitais veterinários de São Paulo, com logística controlada de temperatura e suporte técnico da hematologista responsável.

Nosso portfólio atual

Hemocomponentes específicos para gatos

Bolsas de hemocomponentes felinos identificadas, dispostas sobre bancadaTubos de amostras de sangue felino organizados em suporte de laboratório
  • Sangue Total Felino

    Perdas agudas com queda simultânea de volume e de capacidade de transporte de oxigênio, como hemorragias e traumas.

  • Concentrado de Hemácias

    Anemias que precisam de reposição de hemácias sem sobrecarga de volume, comuns na doença renal crônica e nas anemias hemolíticas.

  • Plasma Fresco Congelado

    Reposição de fatores de coagulação e de proteínas plasmáticas, em coagulopatias e intoxicações por rodenticida.

A indicação de cada hemocomponente é do médico-veterinário responsável pelo paciente. A ELO fornece a bolsa e o suporte técnico, não conduz o caso clínico.

Apoio à decisão clínica

Quando cada hemocomponente costuma ser considerado

Os cards acima resumem o uso de cada bolsa. Abaixo, o que as diretrizes da ISFM e o Merck Veterinary Manual acrescentam para apoiar a decisão. A indicação é sempre do médico-veterinário responsável pelo paciente.

Sangue total ou concentrado de hemácias

  • Na maioria dos gatos anêmicos, os dois podem ser usados de forma intercambiável [1].
  • O concentrado de hemácias é preferível em cardiopatas, pelo menor risco de sobrecarga circulatória, e nas anemias hemolíticas. O sangue total é o mais indicado para perdas de sangue [1][2].
  • O sangue total contém plaquetas, mas não em quantidade suficiente para corrigir uma trombocitopenia [1].

Plasma fresco congelado

  • Contém fatores de coagulação, fator de von Willebrand, proteínas anticoagulantes, albumina e imunoglobulinas [1][2].
  • A indicação principal é o sangramento por coagulopatia hereditária ou adquirida [1].
  • Não é uma forma eficiente de repor albumina em hipoalbuminemia e expande volume menos que coloides sintéticos [1][2].
  • A intoxicação por rodenticida anticoagulante é menos comum em gatos do que em cães, mas pode ocorrer pela ingestão de presas envenenadas [1].

Sistema AB felino

Por que tipar antes da primeira transfusão

O sistema AB é o principal grupo sanguíneo felino. O antígeno do tipo A é o ácido N-glicolilneuramínico, o do tipo B é o ácido N-acetilneuramínico, e o tipo AB expressa os dois [1].

Ao contrário dos cães, os gatos têm aloanticorpos naturais, presentes a partir de 6 a 8 semanas de vida [1]:

  • Tipo B:todos têm anti-A, em geral em título alto [1].
  • Tipo A:mais de 70% têm anti-B no Reino Unido, em geral em título baixo [1].
  • Tipo AB:não têm anti-A nem anti-B [1].

Por isso uma reação hemolítica aguda grave pode acontecer já na primeira transfusão. O exemplo clássico é uma bolsa tipo A administrada a um gato tipo B [1].

A regra de compatibilidade descrita pela ISFM é: tipo A recebe A, tipo B recebe B e tipo AB recebe AB, se disponível. Na falta de AB, o gato AB pode receber tipo A, idealmente só as hemácias [1].

O que se sabe sobre a frequência no Brasil

Em 172 gatos sem raça definida do Rio de Janeiro, 94,8% eram tipo A, 2,9% tipo B e 2,3% tipo AB; a probabilidade estimada de um gato tipo A receber sangue B em uma primeira transfusão aleatória foi de 2,25% [3]. Em 100 gatos de Porto Alegre, 97% eram A e 3% B [4]. O tipo B é mais frequente em raças como British Shorthair, Sagrado da Birmânia e Devon Rex [1].

A tipagem pode ser feita com kits rápidos na clínica. Resultados B ou AB obtidos nesses kits devem, idealmente, ser confirmados em laboratório [1]. A ELO tipa 100% das bolsas, e cada bolsa sai identificada com o tipo sanguíneo.

Para veterinários

O primeiro banco de sangue focado exclusivamente em hemocomponentes para gatos

  • Rigor laboratorial

    Hemograma, bioquímicos, PCR e sorologia para FIV/FeLV, PCR de micoplasma, garantindo qualidade e segurança para doadores e receptores.

  • Tipagem sanguínea

    Tipamos 100% das bolsas para assegurar compatibilidade e menos riscos transfusionais.

  • Cada paciente é único

    Orientação sobre o hemocomponente e a transfusão mais adequados para cada paciente.

  • Distribuição especializada

    Entrega para unidades parceiras, clínicas e hospitais veterinários, com logística controlada de temperatura.

  • Consultas hematológicas e teleorientação

    Suporte técnico de médico para médico sobre manejo transfusional, cálculo de volume ou reações. A indicação e a conduta do caso continuam com o médico-veterinário responsável pelo paciente.

Gatinho laranja espiando de baixo para cima, com olhos amarelos
Para clínicas

Solicite sua bolsa

Peça pelo WhatsApp. A ELO oferece suporte técnico sobre a bolsa, enquanto a indicação e a conduta do caso permanecem com o médico-veterinário responsável pelo paciente.

  • Identificação da bolsa, com tipo sanguíneo e origem
  • Data de coleta e validade
  • Rastreabilidade registrada até o doador
  • Pedido pelo WhatsApp, com a bolsa em transporte adequado até a clínica
  • Suporte técnico da hematologista sobre a bolsa enviada

Prazo de entrega confirmado no atendimento.

Segurança transfusional

Monitoramento da transfusão e sinais de reação

Mesmo com tipagem e crossmatch, reações transfusionais em gatos continuam imprevisíveis [1]. Os primeiros 30 minutos são o período em que as reações graves mais aparecem [1].

Boas práticas descritas na literatura

  • Registrar sinais vitais basais antes de começar e reavaliar com frequência: a ISFM sugere a cada 5 minutos nos primeiros 30 a 60 minutos [1].
  • Usar linha exclusiva e filtro de microagregados, sem fluidos com cálcio (como Ringer lactato) na mesma via [1][5].

Em gatos, as reações alérgicas tendem a ser respiratórias [5]. Com sinais leves, a diretriz orienta reduzir a velocidade; com sinais marcantes, interromper e avaliar o paciente [1]. Não descarte a bolsa nem o equipo: a diretriz orienta avaliar a bolsa (VG e, se preciso, cultura) [1].

Sinais a observar

  • Vocalização ou agitação, que muitas vezes antecedem uma reação não hemolítica [1]
  • Febre: acima de 39 °C com aumento de mais de 1 °C em relação ao basal, durante ou até 4 horas após a transfusão [1][5]
  • Taquicardia ou bradicardia, taquipneia ou dispneia, hipotensão e palidez [1]
  • Salivação, vômito, diarreia, prurido, edema facial, urticária e piloereção [1]
  • Icterícia e pigmentúria, sinais de hemólise [1]

A ELO oferece suporte técnico sobre manejo transfusional, cálculo de volume e reações. A conduta do caso continua com o médico-veterinário responsável.

Perguntas frequentes

Como a clínica solicita uma bolsa?

Pelo WhatsApp, contando o caso. A equipe da ELO orienta sobre o hemocomponente antes da bolsa ser separada, mas a indicação é sempre do médico-veterinário responsável pelo paciente.

A bolsa vem com tipagem e origem registradas?

Sim. Cada bolsa é identificada com tipagem, origem e validade. A rastreabilidade é informada conforme os registros do banco.

Quem responde clinicamente pelo hemocomponente indicado?

O médico-veterinário responsável pelo paciente. A ELO fornece a bolsa e o suporte técnico, não conduz o caso clínico.

Preciso fazer crossmatch se a bolsa já vem tipada?

A tipagem AB evita a incompatibilidade mais grave, mas não detecta anticorpos contra antígenos fora do sistema AB, como o Mik. Por isso as diretrizes recomendam o crossmatch sempre que possível.

Fonte: ISFM 2021; Merck Veterinary Manual (Crossmatching in Dogs and Cats).

Fontes consultadas (5)
  1. 1. Taylor S, Spada E, Callan MB, et al. 2021 ISFM Consensus Guidelines on the Collection and Administration of Blood and Blood Products in Cats. Journal of Feline Medicine and Surgery. 2021;23(5):410-432. Ver fonte
  2. 2. Blois S. Screening of Blood Donors and Blood Banking Considerations in Dogs and Cats. Merck Veterinary Manual. Revisão nov/2024. Ver fonte
  3. 3. Medeiros MAS, Soares AM, Alviano DS, Ejzemberg R, da Silva MH, Almosny NRP. Frequencies of feline blood types in the Rio de Janeiro area of Brazil. Veterinary Clinical Pathology. 2008;37(3):272-276. Ver fonte
  4. 4. Lacerda LA, Oliveira ST, Guerra TA, Stein GG, González FHD. Prevalência dos tipos sanguíneos A, B e AB em gatos domésticos mestiços da cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science. 2008;45(supl.):46-53. Ver fonte
  5. 5. Blois S. Blood Transfusions in Dogs and Cats. Merck Veterinary Manual. Revisão nov/2024, atualizado mar/2026. Ver fonte